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Nosso futuro não está à venda: DPU participa do 22º Acampamento Terra Livre

Brasília – O 22º Acampamento Terra Livre (ATL) teve início no último domingo (5), na capital do país. Considerada a maior mobilização indígena do mundo, a edição deste ano traz como tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós” e coloca no centro do debate a defesa dos direitos originários dos povos indígenas aos seus territórios, tradições e modos de vida. São esperados cerca de sete mil participantes ao longo desta semana, o evento encerra no próximo dia 11. 

A Defensoria Pública da União (DPU) está presente em mais uma edição do ATL, reafirmando seu compromisso e sua histórica parceria na promoção e garantia dos direitos dos povos originários. 

Representando o Grupo de Trabalho Povos Indígenas (GTPI) nas atividades do Acampamento estão a coordenadora do GT, defensora pública federal Diana Andrade, além dos defensores públicos federais Raphael Santoro, Renan Sotto Mayor, Wagner Wille Vaz, Murillo Martins e Marcos Teixeira. 

A coordenadora do GT Povos Indígenas e defensora pública federal, Diana Andrade, destaca a missão institucional da DPU para atuar e garantir os direitos dessas comunidades. “É importante a DPU participar do ATL para reforçar o compromisso a instituição com a defesa dos direitos indígenas. A maior mobilização indígena do país é um espaço de luta por direitos, e a DPU tem a missão de atuar para garantir o acesso a esses direitos, como aliada nas principais reivindicações dos povos originários”, disse. 

O primeiro dia do evento foi marcado por apresentações culturais e plenárias que abordaram temas como o acesso à educação, a demarcação de terras indígenas e a necessidade de cumprimento do direito à consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas por empreendimentos. 

A plenária “Memória, Verdade e Justiça para os povos indígenas” encerrou a programação do primeiro dia, apresentando um panorama histórico das violações de direitos humanos sofridas pelos povos originários, além de reflexões sobre políticas de reparação. 

“Os povos indígenas estão mobilizados, e continuaremos mobilizados. Vamos continuar lutando para que os direitos constitucionais dos povos indígenas sejam protegidos e resguardados. A nossa diversidade existe, os povos indígenas existem e estão lutando por direitos”, declarou Dinamam Tuxá, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). 

A DPU seguirá com atividades ao longo de toda a programação do Acampamento Terra Livre, mantendo o diálogo e a escuta ativa junto às comunidades indígenas, com foco na garantia e efetivação dos direitos assegurados pela Constituição Federal. 

Sobre o Acampamento 

O Acampamento Terra Livre, mais conhecido como ATL, é a maior assembleia indígena do Brasil e do mundo. Sua primeira edição foi em 2004, quando lideranças indígenas da região Sul do Brasil marcharam rumo à Brasília e ocuparam a frente da Esplanada dos Ministérios, realizando uma série de protestos contra a política indigenista da época. Em 2005, foi formalizada a criação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a partir do ATL daquele ano. 

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Assessoria de Comunicação Social  
Defensoria Pública da União