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População em situação de rua é prioridade para grupo de trabalho da DPU

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Brasília – As pessoas em situação de rua sofrem as mais variadas violações de direitos humanos. Mas, em regra, é a falta de acesso e garantia ao direito à saúde; à moradia digna; à renda; ao trabalho; à proteção previdenciária, entre outras inúmeras violações que as tornam mais vulneráveis. Por isso, são um dos públicos mais frágeis atendidos pela Defensoria Pública da União (DPU). 

Grupo de Trabalho Rua (GT Rua) é coordenado pelo defensor público federal Bruno Marco Zanetti e atua de maneira estratégica no fomento e no desenvolvimento de políticas públicas voltadas à população em situação de rua. 

De acordo com Zanetti, outro elemento importante é o trabalho em rede, as conexões com os demais entes públicos e entidades do terceiro setor que atuam diretamente em favor da população invisibilizada. Há uma grande importância na coleta de informações no sentido de implementar e melhorar a execução das políticas públicas criadas para essa população. 

O grupo também busca fortalecer a rede de proteção por meio da participação nas propostas legislativas e audiências públicas, de recomendações e de notas técnicas. 

O defensor relata que as ações do GT Rua são realizadas de forma coletiva. “O GT Rua tem por norte uma atuação coletiva, não visando um indivíduo, mas a coletividade no campo das políticas públicas. Uma das atuações fortes é no Legislativo, justamente colhendo dados e fomentando a elaboração de novos projetos ou a discussão daqueles em andamento no Congresso Nacional de maneira a proteger esse público vulnerável”, explica. 

Bruno lembra que uma das ações mais relevantes alcançadas pelo GT foi a participação da DPU no julgamento da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976, que, em medida cautelar, reconheceu o estado inconstitucional de coisas em relação a essa população. 
“A população em situação de rua foi finalmente reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal como uma população marginalizada que estava basicamente à beira da sociedade e da garantia dos seus direitos básicos e de todo cidadão”, recorda. 

Para o coordenador do GT Rua, atuar no tema é uma sensação de dever social cumprido. “O sentimento é de gratidão! A população em situação de rua é historicamente marginalizada, ela é invisível, não tem contato social, são alijadas do seu social. Então, não só por meio da atuação tecnicamente jurídica, mas uma palavra de conforto, uma atenção, a pessoa sabe que tem alguém zelando por ela, acho que esse é o diferencial, que realmente não tem preço”, enfatiza. 

O GT Rua possui competência para: 

  • promover a defesa dos direitos das pessoas em situação de rua ou em acolhimento;
  • atuar extrajudicialmente, de forma dialógica com os entes públicos responsáveis e a rede de proteção, na construção de projetos visando criar ou promover o acesso a políticas públicas, a restauração da dignidade e a reinserção ao meio social e comunitário das pessoas em situação de rua;
  • monitorar as políticas públicas que possam abranger a população em situação de rua;
  • fomentar a integração da DPU às redes e órgãos de proteção e assistência às pessoas em situação de rua. 

Assessoria de Comunicação Social 
Defensoria Pública da União