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DPU recebe participantes do Programa de Bolsas da ONU para Povos Indígenas

Foto: Myke Sena / ASCOM DPU
Brasília – A Defensoria Pública da União (DPU) recebeu, na segunda-feira (15), participantes do Programa da ONU de Bolsas para Povos Indígenas 2026. Trata-se de iniciativa do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) voltada à formação de lideranças indígenas e ao fortalecimento da atuação em defesa dos direitos humanos.
A programação incluiu uma visita institucional à DPU e uma reunião técnica dedicada à proteção dos direitos dos povos indígenas em isolamento voluntário e de recente contato. A atividade reuniu cerca de 20 participantes, entre bolsistas indígenas, representantes da sociedade civil, integrantes da DPU e do ACNUDH.
Na abertura, a assessora internacional da DPU, Daniela Brauner, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou a importância da cooperação entre instituições nacionais e organismos internacionais para a promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas.
A coordenadora do Grupo de Trabalho Povos Indígenas da DPU, Diana Freitas de Andrade, apresentou um panorama da atuação institucional da Defensoria na garantia de direitos dos povos indígenas, destacando iniciativas voltadas ao acesso à justiça, à proteção territorial e ao fortalecimento da participação dessas comunidades nos espaços de decisão.
A programação também incluiu uma reunião técnica sobre os direitos dos povos indígenas em isolamento voluntário ou de recente contato. A atividade contou com a participação do defensor nacional de direitos humanos, Eduardo Valadares, e dos representantes do Ofício de Proteção aos Povos Indígenas Isolados da DPU, Renan Sotto Mayor e Raphael Santoro, que apresentaram os principais desafios relacionados à proteção dessas populações.
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Sobre o programa
O Programa de Bolsas para Indígenas (Indigenous Fellowship Programme) foi instituído em 1997 como parte do Programa de Atividades para a Década Internacional dos Povos Indígenas do Mundo. A iniciativa visa capacitar esse grupo para uma participação eficaz nos principais mecanismos de Direitos Humanos das Nações Unidas.
O treinamento é ministrado em Genebra e oferece instruções em diversos idiomas, incluindo inglês, francês, espanhol, russo e português. Para facilitar o acesso ao programa em língua portuguesa, há uma fase preparatória realizada em Brasília, sendo um passo significativo para garantir que as vozes dos povos e comunidades sejam ouvidas em plataformas internacionais de grande importância.
Desde a sua criação, mais de 600 indígenas participaram do Programa. A partir de 2023, a edição do curso de formação foi estendida para quilombolas. Além disso, uma modalidade em língua portuguesa foi adicionada para atender especificamente às necessidades de capacitação e formação dos povos tradicionais de língua portuguesa.
Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União