Coordenação de Apoio à Atuação no Sistema
Interamericano de Direitos Humanos – CSDH
Quem somos e o que fazemos
A Coordenação de Apoio à Atuação no Sistema Interamericano de Direitos Humanos (CSDH) foi instituída no âmbito da Defensoria Pública da União com a finalidade de apoiar, qualificar e fortalecer a atuação institucional nos sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, em consonância com a missão constitucional da DPU e com as disposições da Lei Complementar nº 80, de 12 de janeiro de 1994.
Compete à CSDH analisar propostas de atuação internacional encaminhadas por Defensoras e Defensores Públicos Federais em casos de alegadas violações de direitos humanos, avaliando a pertinência de submissão aos mecanismos do sistema universal e regional, notadamente junto aos órgãos das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos, incluindo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e a Corte Interamericana de Direitos Humanos.
No exercício de suas atribuições, a Coordenação presta assessoramento técnico ao Defensor Público-Geral Federal, ao Subdefensor Público-Geral Federal, ao Defensor Nacional de Direitos Humanos e ao Defensor Público Interamericano, acompanhando o encaminhamento, a tramitação e a apreciação de temas, casos e comunicações submetidos aos procedimentos comuns e especiais de proteção internacional dos direitos humanos.
A CSDH atua, ainda, na preparação e no acompanhamento de petições, denúncias, pedidos de medidas cautelares e de urgência, audiências, relatórios, manifestações escritas e demais instrumentos processuais no âmbito dos sistemas internacional e interamericano, observadas as diretrizes procedimentais e documentais estabelecidas pelos respectivos organismos.
Entre suas atribuições, incluem-se também a sistematização de informações e a elaboração de notas técnicas, pareceres, relatórios e propostas institucionais relacionados a violações de direitos humanos e à aplicação de instrumentos internacionais subscritos pelo Estado brasileiro, bem como a colaboração na elaboração de relatórios institucionais destinados aos mecanismos internacionais de monitoramento.
A Coordenação mantém interlocução permanente com órgãos e instâncias do sistema universal e regional de direitos humanos, promovendo o intercâmbio institucional e contribuindo para o fortalecimento da atuação articulada da Defensoria Pública da União no plano internacional, inclusive com o apoio da Rede de Atuação no Sistema Interamericano, nos termos definidos pela Administração Superior.
Desde sua criação, a atuação da CSDH tem abarcado um amplo espectro de temáticas relacionadas à proteção de direitos humanos, compreendendo, entre outras, os direitos dos povos indígenas, das mulheres, das pessoas migrantes e refugiadas, o direito à saúde, o direito à identidade de gênero, o direito ao asilo, o direito à vida e o direito à liberdade de expressão, sempre à luz dos parâmetros internacionais de proteção e das necessidades da população assistida pela DPU.
O trabalho desenvolvido no âmbito dos sistemas internacionais contribui para o fortalecimento institucional da Defensoria Pública da União, ampliando as possibilidades de tutela de direitos em âmbito individual e coletivo, promovendo a internalização de padrões internacionais de proteção e acompanhando a implementação de recomendações e decisões emanadas dos organismos internacionais competentes.
A Coordenação de Apoio à Atuação no Sistema Interamericano de Direitos Humanos (CSDH) foi criada, em 2018, atendendo à função institucional da Defensoria Pública da União de representar aos sistemas internacionais de proteção de direitos humanos.
Entre as ações realizadas pela CSDH estão:
– Analisar os casos de violação de direitos humanos encaminhados pelas Defensoras e pelos Defensores Públicas/os Federais, para avaliar a possibilidade de atuação junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos – CIDH e à Corte Interamericana de Direitos humanos – Corte IDH;
– Assessorar o/a Defensor/a Público/a-Geral Federal, o/a Subdefensor/a Público/a-Geral Federal, o/a Defensor/a Nacional de Direitos Humanos e o/a Defensor/a Público/a Interamericano nos assuntos relativos ao encaminhamento, à tramitação e à apreciação de temas e casos de Direitos Humanos que envolvam o Direito Internacional e que deverão ser apresentadas junto aos órgãos da Organização dos Estados Americanos – OEA;
– Preparar, apresentar e acompanhar denúncias, pedidos de medidas cautelares e audiências junto aos órgãos da OEA;
– Realizar e estimular o intercâmbio entre Defensores(as) Públicos(as) Federais e órgãos do SIDH;
– Monitorar o portal de Sistema Individual de Petições da CIDH.
À CSDH compete, ainda, a emissão de notas técnicas relativas às demandas apresentadas pelas/os defensoras/es públicas/os alusivas ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos, bem como as comunicações a serem realizadas com a CIDH e à Corte IDH.
Desde sua criação, a CSDH tem peticionado no Sistema Interamericano de Direitos Humanos em temáticas, entre as quais se destacam: direitos dos povos indígenas, direitos das mulheres, direitos de pessoas migrantes e refugiadas, direito à saúde, direito à identidade de gênero, direito ao asilo, direito à vida, direito à liberdade de expressão, entre outras.
Entre as ações de destaque nesse âmbito, podemos citar a atuação como amicus curiae em quatro casos na Corte IDH; como co-peticionária em cinco casos na CIDH e peticionária em seis casos na CIDH, além da apresentação de observações escritas em dois casos de parecer consultivo na Corte IDH. A coordenação também atuou em cinco casos em conjunto com as/os Defensoras/es Públicas/os Interamericanas/os (DPIs).
O trabalho desempenhado junto a esses organismos internacionais permitiu a ampliação da atuação da DPU no sistema interamericano em favor da população assistida pelo órgão, em conformidade com os objetivos estabelecidos na Lei complementar nº 80/1994, que organizou a Defensoria Pública da União.
Assim, as chances de êxito das demandas individuais e coletivas patrocinadas pela DPU foram ampliadas, como ocorreu com a contribuição encaminhada no processo da Opinião Consultiva à Corte Interamericana para a definição de garantias e dos padrões mínimos para a efetividade dos direitos fundamentais da população carcerária nas Américas.
Igualmente, o ingresso da DPU no Caso do Complexo Penitenciário do Curado vs. Brasil atendeu à necessidade de o órgão acompanhar o cumprimento das medidas protetivas em favor dos presos no Complexo, localizado em Pernambuco, em relação à questões como promoção da saúde, salubridade e segurança.
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