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DPU adere à campanha nacional de alerta sobre o tráfico de crianças e adolescentes pela internet

Brasília – A Defensoria Pública da União (DPU) aderiu à campanha nacional de conscientização “O tráfico de pessoas é real”, capitaneada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e lançada nesta sexta-feira (3). O objetivo é alertar a sociedade sobre o tráfico de pessoas e o trabalho em condições análogas à escravidão, com foco especial na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A iniciativa é realizada em parceria com a Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o projeto Liberdade no Ar e outras instituições apoiadoras, reforçando a importância da atuação conjunta no enfrentamento a esse tipo de crime.
A campanha chama a atenção para uma realidade cada vez mais presente: o uso da internet como meio de aproximação e aliciamento de vítimas. Uma conversa aparentemente comum nas redes sociais, um convite para uma oportunidade de trabalho, viagem ou amizade podem ser o início de uma situação de exploração e violência.
Os dados demonstram a dimensão do problema. Segundo pesquisa de 2024 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), uma em cada três vítimas de tráfico de pessoas no mundo é criança ou adolescente. Um levantamento da Unicef, de 2025, aponta que 52% dos casos tiveram início por meio de contatos feitos pela internet. No Brasil, somente em 2024, a SaferNet identificou cerca de 49 mil páginas com indícios de abuso sexual infantil online.
O lançamento da campanha coincide com a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), que fortalece a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual e reforça a responsabilidade compartilhada entre famílias, escolas, empresas e poder público na prevenção de crimes praticados pela internet. Além disso, a ação integra a agenda do Julho Azul, mês de conscientização contra o tráfico humano, com destaque para o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (30/7).
A principal mensagem da campanha é que a supervisão e o diálogo com crianças e adolescentes são fundamentais para prevenir situações de risco no ambiente digital. O objetivo é sensibilizar pais, responsáveis, educadores, trabalhadores do setor aéreo, passageiros e toda a sociedade sobre a importância de identificar sinais de vulnerabilidade e denunciar situações suspeitas. Pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia e sete dias por semana, é possível encaminhar denúncias de violações de direitos humanos.
Projeto Liberdade no Ar
A campanha integra as ações do projeto Liberdade no Ar, iniciativa coordenada pelo Ministério Público do Trabalho para prevenir o tráfico de pessoas e combater o trabalho em condições análogas à escravidão.
O projeto reúne instituições públicas, organizações da sociedade civil e organismos internacionais, entre eles a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Anac, a Infraero, a Asbrad e a campanha Coração Azul contra o Tráfico de Pessoas.
A iniciativa está alinhada ao Protocolo de Palermo, aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas e aos Planos Nacionais de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e de Erradicação do Trabalho Escravo.
Ao reunir diferentes instituições em torno de uma causa comum, a campanha reforça que o enfrentamento ao tráfico de pessoas depende da conscientização da sociedade e da atuação integrada entre órgãos públicos, organizações internacionais e entidades da sociedade civil.
Lançamento da campanha
A campanha “O tráfico de pessoas é real” foi apresentada durante o Seminário Nacional “10 anos da Lei nº 13.344/2016 – Avanços, Desafios e Perspectivas para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil”, realizado nesta sexta-feira (3), das 9h às 17h30, no Auditório Tancredo Neves, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília (DF).
Com informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União