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Recomendação sugere ao INSS que suspenda descontos imediatamente após contestação da cobrança

Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social. Edfício sede do INSS. Fachada do INSS. Setor de autarquia sul  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Brasília – A Defensoria Pública da União (DPU) enviou recomendação ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sugerindo que o órgão institua mecanismo de suspensão de descontos imediatamente após os beneficiários contestarem a cobrança, sem exigir documentos adicionais que comprovem a fraude, até o término da apuração administrativa. O objetivo é prevenir fraudes contra os aposentados e pensionistas.

O documento foi enviado na quinta-feira (18) ao presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, e pede que as medidas administrativas sejam adotadas no prazo de 30 dias. Além da suspensão imediata de descontos, a DPU pede que o INSS:

  • formalize documento descrevendo mecanismos de verificação de empréstimos;
  • apresente quantidade total e nome de instituições que podem fazer os empréstimos;
  • e forneça lista consolidada de reclamações sobre empréstimos consignados.

Medidas estruturantes

Além das medidas administrativas, a DPU pede mudanças estruturantes ao INSS, que devem ser implementadas no prazo de 90 dias. São elas:

  • plano de ação com medidas estruturantes de verificação de consentimento nas contratações;
  • reestruturação de fluxo administrativo de contestação de empréstimos consignados;
  • criação de mecanismos de comunicação imediata ao beneficiário quando for aprovado empréstimo;
  • estruturação de canal de reclamações e contestações de créditos consignados;
  • apresentação de relatório com estatísticas sobre contestações de créditos consignados;
  • e encaminhamento de manifestação sobre as providências tomadas à DPU.

A recomendação é uma iniciativa do Defensor Nacional de Direitos Humanos (DNDH), da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária (CCRPREV) e da Câmara de Coordenação e Revisão Cível (CCRCÍVEL). Assinam os defensores públicos federais Frederico Soares, Patrícia Bettin e Polianna Maia.

“A DPU está fazendo essa recomendação para poder evitar as fraudes nos empréstimos consignados, contribuindo para que o INSS melhore os fluxos junto às instituições bancárias, para que o pensionista não seja prejudicado pelas fraudes que têm ocorrido nos descontos em folhas de empréstimos consignados não contratados. Então, a recomendação é com base nisso, para a criação de um fluxo que permita que o assistido faça essa contestação e evite a judicialização”, destacou Frederico Soares.

Leia a íntegra da recomendação aqui.

Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União