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"Não ao Feminicídio” é tema da 2ª edição do evento "DPU por Elas"

Brasília – “Não ao Feminicídio” foi o tema da 2ª edição da iniciativa “DPU por Elas”. O projeto, lançado em 2025, é uma ação permanente da Defensoria Pública da União (DPU), voltada à promoção da equidade de gênero, ao fortalecimento das políticas de proteção às mulheres e ao enfrentamento estrutural das desigualdades de gênero.

O encontro, realizado na sede da Instituição, em Brasília (DF), na quarta-feira (25), promoveu um ciclo de palestras com as convidadas Alice Bianchini, presidenta da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJNacional); Ângela Terto, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e Edilene Lopes, jornalista da CNN Brasil.

A moderação ficou a cargo da defensora pública federal e assessora especial da Escola Nacional da Defensoria Pública da União (ENADPU), Marta Veloso de Menezes, que ressaltou a importância da iniciativa. “O evento ‘DPU por Elas’ não é apenas um momento de reflexão. É um ato político e institucional de resistência. E é com essa consciência que a Defensoria Pública da União reúne, nesse espaço, vozes comprometidas com os Direitos Humanos”, declarou.

Em sua apresentação, Alice Bianchini ressaltou a relevância do tema diante da quantidade crescente e alarmante de feminicídios no Brasil e destacou que é preciso avaliar o que podemos fazer em relação à essa situação.  “A DPU já está fazendo, mas acho que, a partir desse evento, a gente pode ainda fazer mais coisa”, afirmou. Ela falou também sobre mudanças positivas de comportamento que já são vistas, exemplificando com o fato de o cantor Sidney Magal não cantar mais a música “Se Te Agarro com Outro Te Mato”, de 1977, que incitava à violência contra a mulher.

Ao iniciar sua fala, Ângela Terto pontuou: “A gente tem um caminho que já percorreu com muitos avanços, mas ainda tem muito para avançar”. A representante do ACNUDH frisou que não se pode falar na questão de gênero ignorando a dimensão racial principalmente no Brasil. Segundo Terto, os dados do feminicídio tem cor. Mais de 62% das mulheres vítimas deste crime são negras.

Edilene Lopes informou que, nas grandes redações do Brasil, cerca de 40% são mulheres. Dessas, muitas são negras e mais jovens, em torno de 20%. Quando se pensa em cargos de chefia, no entanto, as porcentagens ficam entre 2% e 3%. “Em relação ao número de formadores de opinião, a quantidade de mulheres negras também é muito pequena”, alertou a jornalista da CNN.

Entregas Institucionais

Após o painel, foram realizadas entregas institucionais de ações e projetos de vários setores da DPU. A defensora pública federal e secretária-geral de Articulação Institucional da DPU, Karina Bayerl, falou sobre os impactos da Resolução Conjunta nº 02/2025, que trata da participação feminina nas ações itinerantes. Já a coordenadora do Grupo de Trabalho (GT) Mulheres, defensora pública federal Liana Lidiane Pacheco Dani, apresentou as ações do GT.

O diretor-geral da Escola Nacional da Defensoria Pública da União (ENADPU), defensor público federal Diego de Oliveira Silva, discorreu sobre a atuação e perspectiva de gênero no projeto “Ruas com Dignidade” e a assessora especial de Diversidade e Inclusão, defensora pública federal Rafaella Mikos Passos, falou sobre a assinatura do Protocolo de Enfrentamento à Violência Política contra as Mulheres.

A chefe da Divisão de Saúde da Secretaria de Gestão de Pessoas da DPU, Marília Arantes, exibiu os resultados do canal de acolhimento da Instituição e a assessora-chefe de Planejamento, Estratégia e Modernização, Ana Carolina Bezerra, expôs os números da DPU relacionados ao recorte de gênero.

Débora Rodrigues, analista de projetos de Justiça e Inovação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e Raíla Alves, associada técnica de gênero e raça do PNUD, expuseram os resultados da implantação do Selo PNUD da Igualdade de Gênero nas instituições públicas, após um ano de adesão da DPU.

Os debates e entregas institucionais fazem parte de um movimento contínuo da DPU voltado para o enfrentamento da violência contra as mulheres e a promoção da equidade de gênero, inclusive com a ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão, com impacto na forma com a instituição organiza seu trabalho e presta seus serviços.

Assista à gravação do evento, que foi transmitido pelo canal da DPU no YouTube

 Álbum de fotos:

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